Gentoo removendo o XMMS

Algumas coisas são dolorosas mas simplesmente tem que ser feitas.

Uma delas é acabar com tudo que use GTK+ 1. GTK+ 1 já era, não é mais mantido desde 2002. Não suporta Unicode, está cheio de bugs e a GTK+ 2 tem uma API muito melhor. Acontece que um famoso software chamado XMMS usa isso. Acontece também que o XMMS tem mais de 30 bugs não-resolvidos e bugs abertos desde 2001! Então faça-me o favor: Você gosta do XMMS? Eu também. Então vamos usar o Beep Media Player ou o Audacious. Ou o Listen, Amarok, Rythmbox, Banshee, Muine, qualquer coisa, temos zilhões de opções.

Então, o cara que mantém o XMMS no Gentoo decidiu largar o posto. Fiquei impressionado em saber que o cara fora do upstream mantinha o pacote e fazia modificações. Meus parabéns ao Luis Medinas. Também veja este outro post interessante sobre este assunto.

Uma solução razoável seria encorajar bastante a instalação de um pacote mais atual quando fosse feita uma instalação de pacotes obsoletos e não mantidos (ou colocar masked, mecanismo do Gentoo para indicar algo que você está fazendo algo por sua conta e risco). O Debian faz isso através de uma seção de pacotes obsoletos. Se bem que lá só tem coisas beeeeem obsoletas mesmo.

Faz tempo que eu não uso um Gentoo…

Abraços
Leandro Lameiro

Mais um Google Hack

Vejam este site.

E agora, esta busca no Google por IE7.

Já está em quinto. Mais um pouquinho (façam links nos seus sites para ajudar!) e o “Estou com sorte” é Firefox. Seria bem irônico. Será que o Google faz algo para combater este tipo de coisa?

Abraços
Leandro Lameiro

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Sérgio Amadeu no CONISLI

Olá.

Hoje, durante o CONISLI, vi uma palestra muito boa, do Sérgio Amadeu, de título “Open Spectrum e redes virais: a desconcentração do poder comunicacional”. Como sempre, o Sérgio Amadeu com argumentos extremamente contundentes, ótimo encadeamento, riqueza de citações, enfim, uma ótima palestra (ao contrário da aparição no programa do Jô, na qual as coisas não deram exatamente certo).

Catástrofes à parte, ele citou um assunto muito interessante, o OpenSpectrum. O OpenSpectrum é um projeto que advoga pelo fim (ou pelo menos a redução) do oligopólio das freqüências de transmissão sem fios, democratizando o acesso ao espectro eletromagnético e ampliando a liberdade de expressão das pessoas. Rapidamente o que acontece é:
Existem algumas faixas de freqüencia de transmissão em que é relativamente barato transmitir sinal eletromagnético (ou seja, rádio, TV, internet sem fio, etc). Aprendi durante meu curso bastante introdutório às telecomunicações (portanto, por favor, corrijam-me eventuais imprecisões) que as tecnologias atualmente em uso de rádio e TV foram criadas muito tempo atrás, época em que era simplesmente impensável colocar algum tipo de processamento mais elaborado no lado dos receptores, devido ao preço dos nós de processamento. Por isso, as tecnologias de transmissão inventadas naquela época (que ainda estão em uso) são extremamente ineficientes no uso da banda, para poupar processamento do lado dos receptores e assim baratear.

Como temos baixa eficiência na banda então, no espectro “útil” temos também um pequeno número de transmissores, transmissores estes regulados pela ANATEL, que concede faixas de freqüencia para as empresas de telecomunicações. Isso significa um controle da transmissão broadcast exercido por um pequeno número de grandes grupos de comunicações. MAS hoje temos capacidade de criar rádios e TVs mais inteligentes, que podem aproveitar MUITO melhor a banda e desta maneira, garantir o acesso de mais pessoas ao meio.

Então a palestra seguiu na linha: Temos tecnologia (e barata) para democratizar o espectro, descentralizar o controle da mídia de massa e assim termos uma sociedade mais democrática. Isso não está sendo feito porque ameaça o poder dos grandes grupos de comunicação que controlam o meio. E assim foi na adoção do padrão de TV Digital brasileiro. Adotou-se um padrão que é mais ineficiente no espectro (ou seja, menos canais de TV, garantia do oligopólio vigente) devido a um lobby dos beneficiados com a estrutura de poder atual. Isso associado com as redes Mesh que atenuariam ainda mais o poder dos detentores das tecnologias de telecomunicações.

No fim da palestra, Sérgio Amadeu falou dos recursos do FUST, que vai equipar milhares de escolas com computadores e (ainda a decidir) Software Livre ou Software Proprietário. Segundo ele, gastariamos NO MÍNIMO 200 milhões com licenças e com Software Livre, nada. A argumentação contrária é que não há tanto suporte ao Software Livre. A idéia então é capacitar jovens moradores das regiões próximas às escolas (100 mil jovens!!!) com cursos do básico ao avançado de administração Linux e uso das ferramentas livres básicas (BrOffice.org, Firefox, etc), ao custo de 150 milhões (1500 reais por jovem para o curso é um bom curso, ainda mais com esta escala). A solução livre economiza em royalties enviados ao exterior, capacita e dá uma profissão a 100 mil jovens. Além disso, a solução livre apresenta à sociedade uma alternativa concorrente ao Windows, e como todos bem sabem, nosso modelo econômico preza pela concorrência, que (pelo menos teoricamente) faz com que o preço baixe e a qualidade do produto se eleve.

É isso. Vou tentar arrumar a apresentação dele e linkar aqui.

Abraços
Leandro Lameiro

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As razões para o declínio do Mandriva

Encontrei um artigo muito bom na Linux Tech Daily sobre as razões do declínio do Mandriva (antigo Mandrake, que trocou de nome devido à fusão com a brasileira Conectiva e a compra da Lycoris).

Lembro claramente, lá pelo ano 2000, do Mandrake estar muito bem cotado, mais ou menos como o Ubuntu é hoje. Este artigo explica algumas razões para o declínio, dá sugestões sobre o que a Mandriva devia fazer para retomar um pedaço do mercado e brinca um pouco de futurologia.

Abraços
Leandro Lameiro

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